A
Palavra de Deus diz: “Contudo, Tu és
Santo, entronizado entre os louvores de Israel.” Salmo 22:3, ou seja, uma
adoração sincera atraia a presença de Deus e Sua glória é manifesta quando Seu
povo O invoca:
“Quando saíram os sacerdotes do santuário
(porque todos os sacerdotes, que estavam presentes, se santificaram, sem
respeitarem os seus turnos); e quando todos os levitas que eram cantores, isto
é, Asafe, Hemã, Jedutum e os filhos e irmãos deles, vestidos de linho fino,
estavam de pé, para o oriente do altar, com
címbalos, alaúdes e harpas, e com eles até cento e vinte sacerdotes, que
tocavam as trombetas; e quando em uníssono, a um tempo, tocaram as trombetas e
cantaram para se fazerem ouvir, para louvarem eles a voz com trombetas,
címbalos e outros instrumentos músicos para louvarem o Senhor, porque Ele é
bom, porque a Sua misericórdia dura para sempre, então, sucedeu que a casa, a
saber, a Casa do Senhor, se encheu de uma nuvem; de maneira que os
sacerdotes não podiam estar ali para ministrar, por causa da nuvem, porque a
glória do Senhor encheu a Casa de Deus.” II Crônicas 5:11-14
Em
meio à adoração com música, a casa de oração que Salomão construíra foi
inundada com a glória do Senhor, de tal maneira que ninguém conseguia cumprir
suas tarefas normalmente. É maravilhoso quando isso acontece. Uma vez, enquanto
o ministério de louvor de minha antiga congregação adorava, todo o ambiente,
pelo menos para mim, ficou coberto de uma fumaça muito especial. Outra vez, em
minha última ministração ali, a glória do Senhor inundou também de forma
especial aquele lugar, de forma que me ajoelhei lá na frente. Mas desta vez foi
diferente. Eu sabia que a Igreja estava cantando, os instrumentistas estavam
tocando, mas, de repente, eu não os conseguia ouvir. Senti-me diante do trono
do Senhor e nada mais havia em minha volta. Foi especial aquele dia.
É
uma pena que o Inimigo tenha se levantado naquele dia para entristecer a pessoa
que estava ministrando junto comigo, o que me levou a tomar algumas atitudes a
partir daquele dia, mas ainda que eu tenha aberto mão na época de ministrar os
louvores ali, jamais deixei de adorar ao meu Senhor, diante de uma platéia ou
sozinho, no alto de um monte ou trancado em meu quarto... E como é bom!
Quero
deixar claro aqui que, não foi esse fato isolado que me fez parar de ministrar
ali. Sei que o Inimigo se enfureceu por causa de tudo o que ocorreu. Naquele
mesmo dia, percebi que, enquanto eu estava lá na frente entrando no Santo dos
Santos, a “platéia” estava esperando algo de nós, e isso é terrível. Hoje
ministro junto de pessoas que não esperam por mim para adorarem ao Senhor e
estou feliz por isso. Deus continua se manifestando a mim, não importa se só ou
com uma multidão.
Enfim,
quando o povo adora ao Senhor de coração, não importando quem está a frente com
o microfone na mão, ao manifestar da glória de Deus, o povo é avivado:
“Deu ordem Ezequias que oferecessem o
holocausto sobre o altar. Em começando o holocausto, começou também o cântico ao Senhor com as trombetas, ao som dos
instrumentos de Davi, rei de Israel. Toda a congregação se prostrou, quando se
entoava o cântico, e as trombetas soavam; tudo isto até findar-se o
holocausto. Tendo eles acabado de oferecer o sacrifício, o rei e todos os que
se achavam com ele prostraram-se e adoraram. Então, o rei Ezequias e os
príncipes ordenaram aos levitas que louvassem o Senhor com as palavras de Davi
e de Asafe, o vidente. Eles o fizeram com alegria, e se inclinaram, e adoraram.
Disse ainda Ezequias: Agora, vos consagrastes a vós mesmos ao Senhor;
chegai-vos e trazei sacrifícios e ofertas de ações de graças à Casa do Senhor.
A congregação trouxe sacrifícios e ofertas de ações de graças, e todos os que
estavam de coração disposto trouxeram holocaustos... Ezequias e todo o povo se
alegraram por causa daquilo que Deus fizera para o povo, porque, subitamente,
se fez esta obra.” II Crônicas 29:27-36
A
adoração a Deus, além de um momento de quebrantamento, pode ser também um
momento de grande alegria. Mas não confunda! O local de culto é um lugar de
reverência (Levítico 19:30). Quanto da dança, não há proibições, dentro de um
propósito. Tudo para Deus precisa de um objetivo. A casa de oração não é um
baile, portanto, devemos dançar quando estamos alegres com Deus, e não o
contrário: dançar para, através da emoção, ficarmos alegres. Salmo 89:7
“a voz
de júbilo e de alegria, e a voz de noiva, e a de noiva, e a voz dos que
cantam: Rendei graças ao Senhor dos Exércitos, porque Ele é bom, porque a Sua
misericórdia dura para sempre; e dos que trazem ofertas de ações de graças à
Casa do Senhor; porque restaurarei a sorte da terra como no princípio, diz o
Senhor.” Jeremias 33:11
“Lembro-me destas coisas – e dentro de mim se
me derrama a ama –, de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em
procissão à Casa de Deus, entre gritos
de alegria e louvor, multidão em festa.” Salmo 42:4
Não
podemos querer chamar atenção. Não somos apresentadores de show ou artistas.
Podemos nos controlar quando, em certos momentos, a atenção se volta para nós.
É o Senhor quem precisa ser exaltado, não nós.
“Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu
nome dá glória, por amor da Tua misericórdia e da tua fidelidade.” Salmo
115:1
A adoração
através da música também pode provocar a comunhão entre as pessoas:
“Engrandecei ao Senhor comigo, e todos, à
uma, lhe exaltemos o nome.” Salmos 34:3
“falando entre vós com salmos, entoando e
louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre
graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo,
sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.” Efésios 5:19-21
“dizendo: A meus irmãos declararei o Teu
nome, cantar-te-ei louvores no meio da
congregação.” Hebreus 2:12
“Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração.
Está alguém alegre? Cante louvores.”
Tiago 5:13
É
bem verdade que o cântico contagia, quer para o bem, quer para o mal. Por isso,
que de nossos lábios saiam adoração ao Senhor, para estimular os que estão à
nossa volta a reconhecer a bondade do Senhor em suas vidas também.
A
unção que envolve a adoração toca a alma do pecador e até o endemonhiado ou
oprimido pode ser liberto, como ocorreu no caso de Saul:
“E sucedia que, quando o espírito maligno, da
parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi
tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alívio e se achava melhor, e o
espírito maligno se retirava dele.” I Samuel 16:23
Um dia
inesquecível foi quando eu estava em casa e, antes de ir ao ensaio para o
congresso de mocidade que liderava, resolvi lavar a louça para minha mãe.
Enquanto lavava a louça, ouvi uma voz: “Vou usar vocês para libertar vidas
neste congresso!” Pensei que esta voz fosse coisa da mente, mas foi muito forte
e audível, e não era a primeira vez que a ouvira. Fui ao ensaio e, no meio
deste, dei uma parada e contei o que tinha ouvido. Ao voltar aos cânticos,
bateram na porta. Era um irmão pedindo que orássemos por uma senhora que,
ouvindo nosso cântico, entrou na casa de oração para ser ministrada. Quando
começamos a orar e coloquei a mão nela, os demônios se manifestaram. Foi
impressionante. As jovens mais imaturas espiritualmente temeram e se encostaram
na parede. Eu mal havia acabado de contar o que Deus tinha me revelado e Ele já
começou a agir. Pois bem, expulsamos os demônios daquela vida e pregamos para
ela.
Ela contou que
tinha um marido espírita que batia nela, mas a ameaçava, dizendo que se ela
saísse de casa, os “guias” dele iriam deixá-la louca. Enfim, era o que estava
acontecendo. Segundo ela, ouvia vozes, via vultos, via objetos se mexerem etc.
Deus realmente ali operou. Depois de muitos meses ela entrou ali no meio de um
culto e, mesmo eu não a reconhecendo, ela se apresentou a mim e contou que
nunca mais tinha visto ou ouvido nada. Ela foi liberta e estava servindo a Deus
numa congregação em Mesquita, onde morava. Para mim, é motivo de muita alegria
lembrar deste fato. Ela ouviu os louvores, foi impactada por ele e entrou para
pedir oração, sendo assim, liberta. E esse só foi o primeiro caso de libertação
através do louvor naquele período.
Neste mesmo
congresso, eu fui curado através de um cântico e um visitante vomitou de
repente enquanto uma jovem ministrava. Deus é fiel!
Alguns anos
antes disso, num retiro espiritual nos dias de Carnaval, após termos
evangelizado pelo bairro onde ficamos, em Fonte das Águas, também Mesquita
(como alguns dizem, uma Jesuscidência), realizamos um culto e, enquanto
adorávamos a Deus com o ministério de louvor, alguns visitantes, ao entrarem
pelos portões do sítio, não resistiram ao poder de Deus naquele lugar e caíram
manifestadas. Foi tremendo!
Mas
não é somente em minha vida que o louvor opera milagres. Temos dois grandes
exemplos na palavra que nos impacta: o do rei Josafá e de Paulo e Silas.
“Tendo
eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do
monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados.” II Crônicas 20:22
O
rei de Judá, Josafá, foi atacado pelos povos que ficavam no território que hoje
chamam de Jordânia. Josafá temeu, mas convocou o povo a buscar ao Senhor, que
usou profetas para avisar que lhes daria vitórias. Em meio aos louvores, sem
Josafá precisar convocar guerreiros, levantar armas ou matar ninguém, Deus o
concedeu vitória.
“Por volta da meia-noite, Paulo e Silas
oravam e cantavam louvores a Deus, e
os demais companheiros de prisão escutavam. De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces
da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se
as cadeias de todos.” Atos 16:25,26
Deus
entrou na prisão naquela noite e aquele lugar não se conteve diante da presença
de Deus, por causa dos cânticos de Paulo e Silas que, mesmo depois de apanharem
tanto e serem humilhados, adoraram ao Senhor. Após o terremoto, o carcereiro e
sua família foram alcançados pelo Evangelho e Paulo e Silas foram libertos.
Em meio a
adoração, com a gloriosa presença de Deus, além da alegria, dança, comunhão
libertação e milagres, Deus usa os seus para profetizar:
“Então, seguirás a Gibeá-Eloim, onde está a
guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando na cidade, encontrarás um
grupo de profetas que descem do alto,
precedidos de saltérios, e tambores, e flautas, e harpas, e eles estarão
profetizando.” I Samuel 10:5
“Ora, pois, trazei-me um tangedor. Quando o tangedor tocava, veio o poder de
Deus sobre Eliseu.” II Reis 3:15
“Quanto à família de Jedutum, os filhos:
Gedalias, Zeri, Jesaías, Hasabias e Matitias, seis, sob a direção de Jedutum,
seu pai, que profetiza com harpas,
em ações de graças e louvores ao Senhor.” I Crônicas 25:3
Há os que
gostam de pregar ao som de instrumentos musicais. Particularmente, não me sinto
a vontade, mas quando estou ministrando uma oração ou cântico, ao som da
música, sinto Deus me impulsionar melhor.
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