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06 setembro 2014

PERSEVERANTES NO ERRO OU NOVAS CRIATURAS, QUEM HERDARÁ O REINO DOS CÉUS?


Certa vez, quando estava lavando a louça para minha mãe, Deus falou comigo: ‘Vou usar vocês para libertar vidas neste congresso’. Estávamos ensaiando para o XIV Congresso de Mocidade da Igreja Batista Nova Filadelfia em Vila Kennedy, no ano de 2004.
Neste dia tinha ensaio dos hinos que iriamos cantar. Pouco mais tarde, durante o ensaio, fiquei relutando para não falar, com medo de ser algo de mim mesmo, mas acabei parando por um momento o ensaio e contando para os jovens o que Deus tinha falado comigo naquele dia. Lembro até hoje o hino que ensaiávamos no momento: o Adorar a Deus, do grupo Quatro Por Um.

Pouquíssimo tempo depois, o irmão Leandro Borja bateu na porta e pediu que orássemos por uma senhora que, passando na rua, nos ouviu cantar. Enquanto orávamos, os espíritos ruins se manifestaram. A reação de algumas jovens foi de medo. Levaram um susto tão grande e temeram tanto, que se afastaram e se encostaram na parede. Agora para mim esta cena é engraçada, mas no momento foi muito sério. 
Enfim, expulsamos os anjos caídos em nome de Jesus e, quando ela foi liberta nos contou a sua situação: Ela morava com um homem que batia muito nela e quando ela ameaçava sair de casa, ele dizia que se ela deixasse ele, os guias dele não a deixariam em paz. Quando ela não suportou mais a situação, deixou sua casa e realmente começou a ouvir vozes, ver objetos se movendo e foi oprimida até aquele momento. Falamos de Cristo para ela e nos despedimos.

Não sabia qual tinha sido o resultado daquele momento até que um dia, durante um culto de domingo, uma outra irmã, Dayse Anselmo, bateu nas minhas costas e disse que uma senhora lá atrás queria falar comigo. A princípio não a reconheci. Mas quando ela contou o caso, lembrei na hora. Ela estava fisicamente completamente diferente. Nunca poderia comparar.
Pois bem, ela me contou que era aquela mulher que estava oprimida por demônios e, desde a nossa oração, naquela tarde de ensaio de louvores, ela NUNCA MAIS viu ou ouviu os espíritos maus. Ela estava completamente liberta, se entregou a Cristo e congregava numa igreja de Mesquita onde morava. Glórias a Deus! Que bênção! Nunca mais me esquecerei desta experiência.

Deus falou que faria, fez e ainda confirmou para mim que havia feito anos depois.


E não ficou somente por aí a operação de Deus. Lembro-me que no primeiro dia de congresso passei muito mal no trabalho, mas, enquanto nós adorávamos ao Senhor com o hino Santo é o Teu Nome, do Davi Silva, a dor foi embora e a alegria reinou entre nós.



Outra situação que aconteceu foi que, enquanto uma das jovens chamada Marcely cantava o hino do Renascer Praise que diz: 'fortalezas cairão, portas do inferno tremerão e demônios pela unção deste louvor vão recuar', uma mulher começou a vomitar. Sei que Deus estava operando ali.


Foi um congresso simples, com um uniforme que foi um desastre (por culpa minha em atender ao povo que queria um uniforme social, mas comprei o tecido errado), uma peça simples, mas com forte significado que fala sobre o adultério de Israel ao deixar o Senhor e se voltar para os ídolos (sugerida e escrita pelo irmão Paulo Francisco, baseada em Ezequiel 16), um painel não muito bem feito (mas com um lindo desenho feito pelo jovem Fábio Longo) e um encerramento mais frio do que esperava (onde encenamos a volta de Jesus para salvar Israel e reinar sobre o planeta, onde andamos pela igreja com folhas tipo palmeiras cantando o hino 'Vem Dançar', da Casa de Davi), porém sei que Deus estava ali e deu visões a seus filhos durante esse congresso, inclusive com relação a minha pessoa através da irmã Elisaneide (mas isso já é uma outra história).
Consideramos frio porque no congresso anterior Deus operou de uma forma tão gloriosa, como nunca vi até hoje, que todos estávamos ansiosos por 'repeteco', e Deus nos respondeu com um NÃO, porém, tudo que já tinha acontecido nos bastidores já tinha valido a pena...

Obrigado, Jesus, por cuidar de nós, nos momentos gloriosos, e nos momentos onde aparentemente nada aconteceu... Talvez, os hinos cantados, as pregações ministradas, a peça apresentada, as oportunidades concedidas, tudo possa ser esquecido, mas a história daquela mulher que foi liberta pelo poder do nome de Jesus jamais será esquecida...

07 dezembro 2011

FAMINTOS, NÃO SÓ DE PÃO - PARTE III



            Sinto-me motivado a aqui deixar registrado um pouco do que tenho vivido com meus irmãos nas visitar que fazemos ao Centro do Rio de Janeiro, para alcançar os moradores de rua e demais pessoas que circulam ali pela madrugada.
            Completará no início do ano que vem 02 anos que tenho participado deste trabalho, mas sempre, a cada mês, é uma experiência nova para mim e para os irmãos que ali vão.

Por exemplo, no dia 29/10/2011, um homem que parecia estar bêbado ou drogado, veio até nós pedir comida. Ele nos reconhece por nos ver com as várias bolsas nas mãos, trajes que estamos vestidos e os galões de suco. Fiquei meio receoso de entregar a quentinha para ele, achando que ele não era morador de rua, mas assim que ele comeu, dormiu, pois passamos por ele logo em seguida dormindo um sono profundo ao lado da quentinha vazia. Ele deveria realmente estar desesperado por comida...
Outra pessoa que lembro foi o Marcus, na cadeira de rodas, que até tem direito ao auxílio doença, segundo o que conversamos, mas não conseguiu recorrer porque teria de ir à São Paulo para tentar lutar por isso. Uma pessoa que mal consegue uma passagem de ônibus não tem condições de ir à São Paulo. Que sentimento de impotência o fato de estarmos ali, darmos conselhos, mas não podermos fazer algo mais por essas pessoas...
O que mais me marcou neste dia foi um jovem que se denominou Vinícios, segundo ele, estava há 4 meses na rua por ter sido expulso de casa pelos pais. Quando o encontrei, ele estava revirando o lixo e colocando na boca o que encontrava de comestível. Até hoje, ao lembrar da cena, me emociono. Quando o chamei e ofereci a quentinha, o mesmo me recebeu com um semblante tão alegre que me tocou. Sua fome que era notória. Conversei um pouco com ele e quando dei a ele palavras de esperança, ele me respondia com um grande sorriso no rosto.
Que sentimento de compaixão trabalhos como esses nos proporcionam... Sei que não vamos ali apenas para dar uma comida para um bando de vagabundos, como alguns pensam. Pelo que notamos, a maioria trabalha, seja catando latinhas, papéis, engraxando sapatos, vendendo doces... Um dos últimos que abordei nos relatou que desenha (segundo ele, expõe suas artes numa igreja perto da Lapa), está trabalhando como pedreiro em Botafogo, correndo atrás de algo melhor para sua vida e come numa igreja na Lapa que oferece almoço todos os dias. Ele tinha um bafo muito ruim, porém não era de drogas ou bebida, mas de quem não escova os dentes há muito tempo.

Agora, no dia 03/12/2011, abordamos vários moradores, mas o que mais marcou foi o senhor Valdir. Sentei do lado dele, estava cheio de mosquitos o local, mas ficamos por muito tempo conversando. A causa dele estar na rua, segundo seu relato, é o vício da bebida. Ele me informou que cata latinhas (vi uma bolsa com latinhas do lado dele), é pedreiro e eletricista, mas o alcoolismo o destruiu. Tem parentes no Rio de Janeiro e no Nordeste, porém as pessoas de sua família que moram no Nordeste não acreditam que ele é morador de rua.
O seu Valdir fala bem, demonstrou ser simpático, mas dado momento percebi que um demônio se manifestou. Ele abaixou a cabeça, mudou o semblante e começou a falar “o que ele faz”... Quando orei por ele, chorou. Contou o testemunho que um amigo dele saiu das ruas, se converteu ao Senhor Jesus, foi liberto do álcool, tem sua casa, inclusive o convidou para morar com ele, mas os demônios que o prendem no vício, não permite que ele saia dessa vida.
            Quando ele começou a confessar a sua incredulidade de poder sair daquela vida, por ter cometido muitas coisas erradas e ainda viver cometendo erros, falei para ele do grandioso amor e da misericórdia divina e sei que a semente foi plantada em seu coração. Que Deus alcance esse homem!

            Quando vamos para um trabalho como este, temos que estar dispostos a tudo. Uma vez, uma irmã, sem querer, doou um casaco meu para um morador de rua. Desta vez, uma irmã que já não ia há muito tempo, ao começar o trabalho, sua sandália arrebentou. Mas é assim mesmo. O Inimigo trabalha, mas Deus é maior!!

17 novembro 2011

CONJUBAN Nacional 2011 – Rio de Janeiro



Há 12 anos participo fervorosamente do CONJUBAN-RJ (Congresso da Juventude Batista Nacional no estado do Rio de Janeiro): Passeei com a galera em cidades do RJ, tais como “Angra dos Reis (2x), Vargem Pequena, Cachoeiras de Macacu, Cassimiro de Abreu, Cambuci, Muriqui, Três Rios, Rio das Ostras, Teresópolis, Papucaia (2x)” etc. e tive muitas experiências com Deus nesses lugares.
Como esquecer das confissões de jovens num estádio com milhares de jovens em Angra dos Reis, do mover espiritual no grupo de intercessão em Vargem Pequena na direção do Renato, o mesmo em Cachoeiras de Macacu na direção do Odir, o revestimento de poder do meu antigo grupo de jovens em Cassimiro de Abreu, a unção geral em Cambuci etc. Quantas experiências espirituais senti e presenciei outros sentirem durantes esses anos. Valeu cada esforço para ir em cada um desses congressos.
Mas, além do lado espiritual, como desprezar as amizades que ganhei em cada um desses congressos? Faltaria espaço para relatar as grandes pessoas que me deparei nesses anos todos. Quantas coisas podemos compartilhar durante e após os congressos... E os sociais? Bingo, Macaco na Roda, Arara, Túnel... Muitas emoções! rs
Tem mais: as paisagens lindas, as praias de Angra dos Reis, Muriqui e Rio das Ostras, a ótima comida de Cachoeiras de Macacu, os rios de Cachoeiras de Macacu e Teresópolis, as cachoeiras de Cambuci e Muriqui, ... que saudades!!
Agradeço aos líderes Paulo Mota, Damares e Leandro Nunes por esses 12 anos.

Mas nesse ano, além do CONJUBAN estadual, aconteceu mais uma vez aqui no Rio de Janeiro também o CONJUBAN nacional, em Xerém, e dessa vez eu puder ir. Conheci pessoas de vários estados do nosso querido Brasil: GO, BA, MG, AM, SP, TO, ES, PE, RO, RS etc. Ri muito durante esses dias, podendo ouvir ao vivo e a cores os sotaques dos mais variados, desde o “oxente” da Bahia, até o “sô” do Rio Grande do Sul. Fizemos um ótimo passeio ao Corcovado e outros pontos turísticos do RJ e pudemos falar muito de Deus com nossos irmãos, a ponto de chorarmos por compartilharmos as coisas que Deus tem realizado por esse Brasil a fora.
Além de toda essa confraternização, é claro, não poderia faltar, o mover de Deus, que foi específico ali. Dessa vez, apenas por um canal: a pregação da Palavra. Homens de Deus como os pastores Ailton Siqueira (meu pastor... rs), Cláudio Duarte e Zezinho, além dos missionários da JAMI (Junta Administrativa de Missões, da convenção Batista Nacional) e a equipe da JUBAN estadual e nacional, foram usados por Deus para fazer queimar meu coração esses três dias e renovar minhas esperanças.
No primeiro dia, ouvimos Deus falar sobre a figueira que, mesmo não sendo época de dar fruto, foi condenada por Jesus por não dar fruto para Ele, além de ter condenado também o comércio que estava se fazendo dentro da casa de Deus (Marcos 11:12-21). Bom, realmente Deus deseja da Sua Igreja mais, pois quem permanece infrutífero no Reino será condenado. O pastor Ailton foi usado por Deus para falar de traumas do passado que oprime-nos e nos impede de sermos eficazes na obra do Senhor e sei que se algo me prendia Deus já operou ali!!
No segundo dia, de uma forma bastante extrovertida, como sempre, o pastor Cláudio ministrou a nós sobre a intenção do Maligno de roubar nossa identidade, utilizando o exemplo de Daniel, seus três amigos, a serva de Naamã, Davi e José, que tinham tudo para “azedar”, mas permaneceram fiéis ao Senhor independente das circunstâncias. Mudaram os nomes de Daniel e seus três amigos, mas não lhes mudaram o caráter (Daniel 1:7); Daniel se tornou MAIOR DO QUE UM IMPÉRIO, pois mesmo após a queda da Babilônia, continuou com seu cargo de governador; Destruíram a vida da escrava de Naamã, porém ela perdoou seu inimigo (II Reis 5:3); José foi zombado, traído, vendido, caluniado, aprisionado, esquecido, mas permaneceu firme fazendo sempre o melhor que podia onde chegava e, por isso, Deus o honrou (Gênesis 41:16).
No terceiro dia, também de forma bastante engraçada, o pastor Zezinho, de MG, marcou ao dizer: “Quem se aproxima de Deus, está sentenciado à morte (como Paulo); Quem se aproxima da arca, morre (como Uzá); Quando alguém é ungido, está marcado para morrer (como Davi).” Sendo assim, a decisão de servir a Cristo é uma renúncia muito dura, humanamente falando. Mas, se olharmos com os olhos espirituais, perceberemos que em Deus podemos vencer tudo. Enquanto todos só falavam de Golias, Davi só falava de Deus. Enquanto todos estavam parados falando de Golias, Davi agiu. Golias, para Davi, não era grande, mas apenas um alvo fácil. Saul também era alto, mas amarelou diante de Golias. Não podemos ter uma fé terceirizada, ou seja, fé apoiada nos outros. Davi tinha uma história com Deus (matou o urso e o leão), foi humilde (se abaixou no ribeiro) e teve discernimento (escolheu as pedras certas). O problema pode se tornar, em nossa vida, parte da solução (como no caso de Davi, que usou a espada do próprio Golias para decapitá-lo). I Samuel 17
No quarto dia, os missionários da JAMI fizeram algumas apresentações muito importantes. O primeiro grupo deles fez uma peça, como se fosse um quartel (a Tropa de Elias) e o sargento começou a interrogá-los para que eles queriam fazer missões: uns queriam fazer missões para poder viajar o mundo todo, outros para poder serem pregadores famosos etc. Essa primeira parte foi mais para alertar sobre a responsabilidade de um missionário. Depois foi uma missionário que ficou 8 anos no Oriente Médio e compartilhou suas louvas experiências curando vidas nos hospitais e fugindo dos árabes... rs Por último, foi um irmão e pregou, vestido de palhaço, sobre como Deus pode usar de todos os nossos dons e talentos para alcançar outras pessoas para o Seu Reino, pois foi para isso que Ele nos criou, do jeito que nos criou (I Coríntios 12:4-6; Êxodo 31:1-5) e contou suas experiências também, com músicas, balões, mímicas etc.

31 outubro 2011

Jesus, meu Psicólogo


            Já tinha tempo que eu não subia ao monte para orar particularmente a Deus. Dia 24/10/11, na última segunda-feira, o tempo estava quente, com um sol bem forte e aproveitei para subir por volta de umas 17h.
            Ali orei, adorando a Deus, confessando meus pecados que insistem habitar em mim, cantando hinos de gratidão a Deus por tudo o que Ele me concedeu até aqui, fazendo questionamentos que só Ele pode me responder e pedindo. Tudo foi muito intenso, seja a adoração, os pedidos de perdão e o clamor por ajuda.
            Deus se fez presente ali, estou bem certo disso. Primeiro porque a paz que ali senti foi inigualável, de modo que não queria mais descer. Queria ficar ali, em cima daquela pedra adorando ao Senhor. Segundo porque já vi no dia seguinte respostas de minhas orações. Como Deus é fiel.
            Num dado momento ali, quando estava escurecendo, pude confirmar um fato real: É melhor estar ali, na sala do trono, desabafando com Deus do que na sala de qualquer psicólogo. Ele, melhor do que ninguém, nos conhece por dentro e por fora, sabe de todo passado, presente e futuro, e, por isso, sabe nos dar os melhores conselhos.
            Jesus é o meu psicólogo!!
            Te amo, Senhor!!

            Se você passa por dias difíceis, nada melhor que confiar seus problemas nas mãos daquele que tudo pode resolver e descansar, pois ao seu tempo, tudo contribuirá para nosso bem!

            Quando anoiteceu, não deu vontade de ir embora. Mas já estava tudo escuro e achei por bem descer. Agora entendo um pouquinho de nada o que Moisés sentiu ao passar 40 dias no monte Sinai com Deus. Que privilégio! Que honra!
            Ao descer, era o mais completo dos homens! Vale a pena estar mais perto de Deus!!

"Abaixa, SENHOR, os teus céus e desce; toca os montes, e fumegarão." Salmos 144:5

17 outubro 2011

Deus me permitiu nascer



            Meus pais vieram de Pernambuco, mas só se conheceram aqui no Rio de Janeiro. Da parte do meu pai não conheço quase ninguém, a não ser o irmão dele, alguns de meus primos e seus filhos. Já da parte de minha mãe, a família é bem grande e praticamente todos vieram para o Rio, com exceção de uma tia minha que até hoje mora lá no Nordeste com seus filhos e netos. Meu pai não é de falar sobre sua família. Outro dia o acompanhei no médico e nem sequer a causa da morte dos pais dele ele conseguiu lembrar. Já meus avos por parte de mãe, sei melhor porque minha mãe tem muito contato com seus parentes e sempre comenta sobre seus pais. Só daí dá para se perceber como são os dois: meu pai, bastante retraído e minha mãe, bastante comunicativa.
            O nome de meu avô materno foi João Rodolfo também. Recebi este nome em sua homenagem. Morreu antes que eu nascesse, porém deixou história. Homem preconceituoso com relação aos negros, pois tinha pele muito branca, odiava os evangélicos, pois, diz minha mãe, o lugar onde morava era extremamente católico e, chegavam até a apedrejar missionários que ali chegavam. Apesar disse, gostava de falar muitos ditados que não saem da boca de minha mãe até hoje. Ditados como “fala mais que o homem da cobra”, por causa de um homem que fazia espetáculos com uma cobra na feira e falava muito, “quem muito se abaixa o ... aparece” (rsrs), “quem se mistura com porco farelo come” etc. são lembrados por minha mãe todo o tempo. Contava também histórias de assombrações que via quando ia à feira de madrugada nos caminhos desertos e cheios de mata do Nordeste. Minha mãe conta que certa vez ele zombou de uma mulher de oração que passava aqui na rua, esta virou-se para ele e profetizou uma doença em sua perna que lhe perturbou durante anos e, provavelmente, foi o que lhe causou a morte. Talvez esse tenha sido o primeiro contato (impactante) que o Evangelho causou em minha família. Algo terrível para ele que trouxe benefícios grandiosos para os que viveram... Não entendemos os desígnios de Deus, mas Ele sabe trabalhar com cada um de nós...
            Já minha avó materna, sua esposa, eu conheci. Lembro-me de vários momentos que tive com ela e os últimos dias de sua existência. Lembro-me que corria para ela quando minha mãe queria me bater, lembro-me de seu amor por meu irmão mais novo, recordo-me que quando minha mãe saia para trabalhar e não me levava, ficava com ela e não gostava de sua comida e lembro-me do desprezo que recebeu por um filho que ela muito amava nos últimos anos de sua vida... Ela sempre me pedia para escrever os pedidos de oração para levar à Igreja Universal e fazia questão de citar cada filho, neto e bisneto para eu escrever no papel. Após a morte de meu avô, Deus começou a salvar um por um de meus familiares... Quando caminhava até a Igreja Universal, que é distante de minha casa, vivia caindo pela rua nos quebra molas, mas nunca desistiu de ir, até realmente não poder ir mais. Não me despedi dela no hospital, onde ela passou seus últimos momentos, seu velório foi muito triste para todos, mas tenho esperanças de encontrá-la no Paraíso celestial...
            Quanto a meus pais, ainda não eram convertidos ao Senhor Deus quando me conceberam. Num desabafo de minha mãe, soube que minha concepção foi fruto do alcoolismo de meu pai. Sem maiores detalhes, por favor! (rsrs) Meu nascimento não foi desejado, isso porque meus pais já tinham duas filhas e o desejo de minha mãe era só ter tido uma. Isso era o ela queria e o que as condições financeiras permitiam. Mas, independente disso, minha mãe conta que tinha tido um sonho que me teria, assim como depois também viu num sonho mais um filho do jeito que era meu irmão quando pequeno.
            Aconselhada por uma de minhas tias, minha mãe foi a um centro espírita de mesa branca por sentir fortes dores na gravidez. Segundo minha mãe conta, ela sofreu muito no nascimento de minhas duas irmãs, os dois com parte normal. E o demônio acertou que ela não teria dores quando eu nascesse. Assim foi, pois meu parto foi cesariana e ela estava dopada dos remédios. Ao nascer, o único susto da minha mãe foi porque ela estranhou muito minha cor. Segundo ela eu nasci cinza, mas acredito que tenha sido o líquido natural do parto. Mas, o Inimigo quis aprontar com minha mãe. Minha queridíssima mãe descreve que uma mulher quase que me leva embora da maternidade. Graças a Deus, minha mãe me reconheceu e gritou as enfermeiras e médicos para que não deixassem me levar. A mulher alegou que deram a ela a criança errada e ela não notou que não era seu filho. Minha mãe diz que eu olhei para ela quando passei e ela assim me reconheceu. Realmente meus olhos dizem tudo, até hoje! Quem me conhece que o diga! Hehehe Será que por causa de uma consulta aos espíritos na sua gravidez, eles quiseram tomar-me de minha mãe como “recompensa”? Só que Deus não permitiu.
O dia 17 de outubro é para mim motivo de gratidão. Momento de lembrar-me de tudo de bom que o Senhor fez por mim durante toda a minha jornada e oferecer a ele um cântico de agradecimento. Dia 17 de outubro nasceram também, que eu conheça, a irmã Rosemere Aguiar, a Estefani, filha de uma colega minha de escola, as gêmeas Maiara e Maisa, a Patrícia, uma ex colega minha de trabalho etc. Mas esse negócio de astrologia está por fora. Cada um de nós somos totalmente diferente uns dos outros. Enquanto um é agitado, falante, extrovertido, o outro é parado, quieto e introvertido e outro é a mistura de tudo isso. Não sou tolo a desprezar os luminares que Deus fez para que eu contasse o meu tempo de vida aqui na terra de maneira sábia e proveitosa, mas daí a chegar e permitir que demônios rejam minha vida em nome de astros do Zodíaco, aí é outra história. Estou fora!
            Não são os astros que me guiam, mas Deus agindo sobre o temperamento que está no meu sangue, o ambiente em que fui criado, as pessoas com quem me relacionei e tenho contato até hoje e as experiências de vida que tive me fizeram ser quem sou hoje, cheio de qualidades e defeitos a serem trabalhados ainda pelo Espírito Santo de Deus e por Sua Palavra.
            Ainda bebê, meus pais chegaram a escolher os padrinhos e providenciar meu batismo na Igreja Católica, mas mais uma vez Deus não permitiu que o Inimigo me conduzisse ao erro. Ela diz que algo (que sabemos ser Deus) fez com que, diferentemente de minhas duas irmãs mais velhas, ela não me batizasse, desmarcando tudo. Graças a Deus! Fui consagrado pelo Senhor, para Ele, para sempre, desde o ventre!!!
            Quando eu tinha aproximadamente 2 anos de idade, meus pais se converteram ao Senhor Jesus na Igreja Universal e ali permaneci até os 13 anos, quando fui para a Igreja Batista. Foi a melhor atitude que eles tomaram. Meu pai sofreu uma enfermidade nos pés e, por isso, foi mandado embora do restaurante onde trabalha. Entrando numa Igreja Universal do bairro de Campo Grande, pediu oração e o pastor, como uma profecia divina, informou que ele seria curado, seria readmitido e jamais ninguém o mandaria embora novamente. Foi o que aconteceu. Ainda enfermo, ele foi readmitido e ninguém jamais o mandou embora novamente. Ele trabalhou lá mais de 40 anos, se aposentou, e ainda contribui lá com seu trabalho de alguma forma até hoje. Hoje ele está, graças a Deus, com a perna recuperada, algo que os médicos disseram que teria até que amputar!
            Enfim, vivi toda a minha vida vendo a providência de Deus e a recompensa por buscá-lo. É muito bom servir ao Senhor. Agradeço a Deus a cada dia por ter me livrado de conhecer o mundo. Agradeço a Deus por chegar aos 30 anos. Olhar para trás e ver o cuidado de Deus por mim é maravilhoso!
            Obrigado, Senhor!
            Como diz um hino antigo, “Tu és fiel, Senhor! Tu és fiel, Senhor! Dia após dia com bênçãos sem fim. Tua mercê me sustenta e me guarda. Tu és fiel, Senhor! Fiel a mim!

03 outubro 2011

Famintos Não Apenas de Pão - Parte 2


Há alguns anos atrás, ia com minha antiga congregação uma vez por ano ao Centro do Rio de Janeiro levar comida e a Palavra de Deus para os moradores de rua que vivem ali. Contudo, já faz mais de um ano que tenho ido mensalmente com a Igreja Batista Nova Filadélfia em Vila Metral e, a cada mês, volto perplexo para casa. Motivo: Cada vez, volto com uma grande satisfação por ter feito algo, porém com a sensação de impotência diante de tanta miséria, prisão, mentira, opressão, dor, comodismo etc.
O dia mais impactante não foi aquele. Um dia, enquanto abordamos outro grupo de crianças deitadas em outra rua lá do Centro, um dos meninos nos deu atenção. Um irmão percebeu que tinha garrafas do lado de cada um e entendeu que eles estavam ali para cheirar cola. O fato foi que, ao uma irmã oferecer roupas, entregou na mão desse menino uma calça jeans e, imediatamente ele abraçou a calça e disse: “Escola!” O irmão perguntou se ele estava com saudades da escola e ele confirmou com a cabeça. Como aquilo me partiu... Sai imediatamente dali e fui para um canto chorar...

Ver uma mãe com o filho doente que foram despejados, sem ter para onde ir ou nem para onde levar seus móveis, com o risco de perdê-los, é doloroso.
Outra vez, um homem muito me agradeceu por orar por suas costas que doem terrivelmente e quando abaixa não consegue se levantar. Disse que só a bebida faz aliviar sua dor e o hospital público deu meses para ele voltar e fazer exames e, quem sabe um dia, fazer uma operação, com risco. Segundo ele, saiu do Exército por causa da bebida e tem um filho que também é do Exército e teme que ele fique como o pai, pois também gosta de beber.
Lembro-me dos dois Maicons perto do Edifício Central, um que tinha acabado de sair da prisão, mas trabalha na rua por não conseguir emprego melhor (este foi assaltado na segunda vez que o encontrei, no mês seguinte e estava revoltado querendo encontrar o outro morador de rua e “se vingar”... Deus me fez encontrar com ele novamente...), e o outro Maicon é um adolescente bem novo que tinha acabado de fugir de Santa Cruz, sem ter nos relatado maiores detalhes... mas desconfiamos o porquê...
Uma vez abordei um mendigo que estava passando mal, pediu duas quentinhas e um bolo, porém não aguentava ir até o hospital. Senti-me um inútil diante daquela situação. Ele havia vomitado parte da calçada onde estava...
Loucos, endemoninhados, doentes, carentes, porém nem todos vagabundos. Muitos catam latinha, papelão ou vendem algo para juntar algum dinheiro.
Certa vez presenciamos seguranças públicos levando à força alguns moradores de rua para abrigos. Eles não gostam de ir para lá porque, segundo eles, esses abrigos são desestruturados, o Governo junta muitas pessoas dentro de um espaço pequeno, muitos doentes com tuberculose etc. e abandonam todos lá. Fora alguns que relataram terem sido abandonados em municípios distantes no meio do mato quando esses abrigos já estão hiperlotados.

Há muito que fazer ali...

Enquanto os políticos estão preocupados em construir a “Cidade do Rock”, embelezar o Rio para os “Jogos Mundiais”, gastar fortunas com a (re)reforma do Maracanã e, claro, roubar o dinheiro público, centenas de pessoas perecem miseravelmente pelas ruas. Enquanto a população gasta seu salário mínimo com roupas de marca, celular da moda ou excesso de produtos de beleza desnecessários, pessoas do nosso lado passam fome. Enquanto os que se julgam filhos de Deus contam testemunhos de que possuem 03, 05, 10 carros na garagem, há os que não podem nem dormir na rua, porque senão um mendigo vem e rouba o que o outro conseguiu ganhar.

No começo do ministério de Isaías, quando o povo de Israel ainda não tinha caído na idolatria e ainda não estavam cometendo os erros em que caíram depois, Deus já não estava mais agüentando o culto deles. Por quê? A palavra diz:
“As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas... Os teus príncipes são rebeldes e companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno e corre atrás de recompensas. Não defendem o direito do órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas.” Isaías 1:14-17, 23
Religiosidade teórica e vazia, líderes corruptos e desprezo aos necessitados. Há alguma diferença desse relato para a maioria da situação que vivemos hoje? As mãos de milhares de brasileiros estão sujas de sangue pelo simples motivo de pessoas morrerem a nossa volta e nada fazemos para impedir isso.

Muitos que vivem na miséria realmente são culpados de estarem nessa situação, pois encontramos aqueles que têm família e casa para morar, porém se desentenderam com pais, esposas ou irmãos e estão na rua porque não querem se humilhar e pedir perdão. Preferem viver na soberba e apodrecerem com milhares de riscos que sofrem por não terem um teto (por exemplo, encontramos um esposo de espírita que gostava de ter a liberdade da rua para beber, não viver nas mesmas práticas de sua esposa e ser submisso a ela). Porém encontramos muitos que perderam sua casa numa catástrofe como a de enchentes e chuvas devastadoras (algumas vezes já encontrei famílias inteiras nesta situação), outros que vieram de outros estados e não conseguiram emprego (uma vez encontrei um que veio para o Rio trabalhar, mas, chegando aqui, foi assaltado, perdeu os documentos e não sabia o que fazer), outros que foram abandonados pelos pais desde cedo, outros que foram despejados por não terem mais como pagar aluguel e vários outros casos.
Nosso papel como Igreja é alcançar todos estes com o Evangelho e ajuda material, seja alimento, roupa ou calçado. Aos que estão na rua porque querem estar, nossa missão é abrir seus olhos, pregar a reconciliação e expulsar os demônios que os cegam. Aos que estão na rua por não terem outra opção, ajudamos com o que podemos, seja direcionando para algum abrigo conhecido (aliás, o que conhecíamos e sempre indicávamos fechou e já não temos mais para onde indicar essas vidas, pois o nosso Centro de Recuperação ainda não está pronto e ainda falta muito para isso), centros de recuperação e uma palavra de esperança.

Agora, neste mês de setembro de 2010, tivemos um caso de uma menina que seguiu um dos nossos irmãos implorando para a levarmos ao Centro de Recuperação que ela estava, mas fugiu para se drogar, porque queria realmente ser liberta, porém não resistiu, e o caso do Luiz, que só tem a mãe de família, porém esta mora de favor na casa da patroa, e queria indicação de algum abrigo para morar enquanto não conseguisse um emprego. A jovem foi levada para onde ela pediu, através de um irmão nosso que tem carro, porém como foi terrível não poder ajudar o Luiz...
Alem desses dois casos, abordei um cara que estava com a filha e disse não acreditar em Deus, só em Jesus e queria brigar simplesmente por oferecermos, além da quentinha, um folheto e oração. A questão é: eles não estavam na rua por causa de Deus, mas por não seguir a Deus. Segundo ele, foi parar ali por causa do espiritismo. E não é a primeira vez que encontramos caso como este.
Já um viciado afastado da Igreja Universal me agradeceu por orar por ele e ficou feliz em ver nosso trabalho, pois provavelmente já fez isso e disse que ninguém ora por ele. Segundo ele, ninguém se importa com ele hoje.
Encontrei também um senhor bem claro com forte sotaque do Sul que ficou muito grato pela comida, oração e roupas sociais que demos. Ele nos informou que já tinha vindo ao Rio uma vez procurar emprego, como não conseguiu voltou para o Sul, mas percebeu que viver nas ruas do Rio é melhor que viver na roça. Já foi para um abrigo, suspeitamos dos motivos, e continua tentando um emprego.
Abordamos um que foi assaltado por outros moradores, perdeu sua mochila, mas estava grato a Deus por não terem levado seus documentos. Ali eles vivem cheios de riscos, com uma sensação falsa de liberdade, esquecidos pela sociedade, desprezados e cheios de rancor por causa de um passado ou presente de dor. O que temos feito, Igreja? 

16 agosto 2011

Jesus Veio nos Visitar


Domingo passado, dia 14/08/11, durante a ministração da ceia com o pastor Paulo Davi, eu tive uma sensação incrível.
Era como se Jesus, na forma de um homem comum, como qualquer outro ser humano, entrasse pelas escadas do nosso local de culto e sentasse no meio das pessoas.
No momento que ele estava chegando veio à minha mente Apocalipse 2:1 "...que anda no meio dos sete candeeiros de ouro". Ele chegou para avaliar Seu povo...
A questão é que eu sentia Deus mostrar a mim nossa imperfeição diante dele que NUNCA pecou enquanto esteve na terra... Só de vê-lo dava nojo de nossa ambição, ganância, mentira, falsidade, soberba, orgulho e tudo de ruim que, muitas vezes as pessoas não conseguem perceber em nós, mas Deus tudo vê...
Será que quando, ao tocarmos, fazendo um novo arranjo musical, não estamos querendo arrancar elogios? Será que, ao cantarmos, não queremos emocionar “as pessoas”? Será que quando gritamos glórias a Deus, é realmente para Deus? Seja a roupa que estamos usando, o corte de cabelo, a passagem bíblica que vamos ler, o testemunho que vamos contar, ... será que tudo isso realmente é para agradar a Deus? Não há por detrás de tudo isso nenhuma motivação mesquinha, uma procura de reconhecimento alheio, uma falsificação do nosso verdadeiro caráter que ainda não foi totalmente moldado pelo Espírito Santo?
Jesus vê tudo que se passa no intimo do nosso ser, pois "não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana". João 2:25 e Ele mesmo passou por todas essas tentações na mente enquanto esteve aqui, contudo, não pecou... Como homem Ele venceu... Por isso Ele é digno!!
Senti-me muito constrangido diante de sua presença, mas, por mais que Ele me desse uma lição de fidelidade, não estava ali para condenar a Igreja, mas sim, realmente, para dizer que, por Ele, nós venceríamos...
Foi falado, desde o momento da oração, antes do culto iniciar, que Ele nos concedia vitória, porém não eram vitórias materiais, pelo menos eu não conseguia enxergar assim para mim... Entendi que, naquilo que o Inimigo tentou fazer para nos destruir (e olha que ele tentou me tragar), Jesus nos deu vitória e nos resgatou das garras daquele que "... como leão que ruge procurando alguém para devorar" I Pedro 5:8
O dirigente, o pastor presidente e por fim, a menina que louvou o último hino confirmaram o que Deus havia falado comigo... Ele, que conhece os corações, estava sondando e queria mudar o coração das pessoas ali... dar vitória curando o interior de muita gente... e o fez... inclusive no meu...
Como sempre, achei que fosse algo de minha cabeça, mas amanheci na segunda-feira e ainda sentia a presença dEle... foi maravilhoso... entendi o que Ele queria dizer... Ele está disposto à transformar corações... Estou sendo moldado... todos nós...
"e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." João 8:32

20 março 2011

Sou Aquele que Rema contra o Destino da Destruição!


A humanidade moderna está num barco onde existem três remadores principais: O capitalismo, o individualismo e a libertinagem, e eles têm levado a embarcação a um abismo terrível!
O certo se tornou errado. Quem procura se guardar ao casamento é tachado como desprezível, porém quem espalha pelo mundo a fora o aborto, as doenças sexualmente transmissíveis, o prazer descontrolado (que nunca é saciado), o adultério, o descontrole da natalidade, fora outras coisas que se mencionar aqui serei tachado como preconceituoso etc. O errado tornou-se certo...
Mentir, trapacear, pisar no próximo,... Nada importa se o fim justificar os meios. O capitalismo é um sistema mal, injusto e cruel. Há os que têm fome (e chamaram o Garotinho de coisas horríveis por criar o Restaurante Popular e a Rosinha por estruturar o Cheque-cidadão), doentes, pois nenhum dos governantes investe nos hospitais os impostos; os pobres que não tiveram estudos e preferem o crime e a prostituição, onde se ganha mais dinheiro! Dinheiro, dinheiro, dinheiro... Onde o ser humano irá chegar por causa dele?
Porque as pessoas só pensam em si? Porque ninguém gosta de reconhecer seus erros? Porque os homens se divertem ao ver filmes de matança e homicídio? Não concordo com Aristóteles! Ele estava errado! Se estivesse certo, o homem não mataria tanto como mata o seu próximo hoje, tendo em vista que as locadoras, cinemas, teatros e outros, estão cheios de ficção onde produziria uma tamanha catarse que não haveria mais guerras, assassinatos, violência!
Onde está o amor? Onde estão os verdadeiros amigos? Onde estão aqueles que se preocupam com a dor alheia e lutam pela causa que não é propriamente sua? Onde estão os verdadeiros discípulos de Jesus?
“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.”
Assim eu me sinto muitas vezes, como se estivesse com um conta-gotas tentando encher um mar, mas essas gotas de amor, altruísmo, orientação, ordem, submissão, responsabilidade, honestidade, preocupação etc., poderão um dia se formar em alguma espécie de rio que dará de beber a alguns...
Sou assim. Só não pulo do barco porque posso me afogar e sei que existem alguns que precisam de mim dentro dele. O máximo que eu puder fazer para remar ao contrário do abismo para onde ele vai, remarei. Quando chegar a hora certa, quando Deus quiser, serei salvo deste barco e nada mais por ele poderei fazer... Mas enquanto houver vida, me dedicarei a ver os meus bem! E tentarei levá-los para serem salvos juntamente comigo!
Eu não detenho a VERDADE, mas conheço a VERDADE, Ele mora em mim e se chama Jesus Cristo!
Ajuda-me Senhor a não parar. Ajuda-me Senhor a prosseguir...
Esse texto foi produzido dia 15/09/07 para colocar no perfil do orkut e expressa um pouco sobre o que penso em relação ao sistema em que vivemos...

06 dezembro 2010

Mocidade Força Viva - O Início da História


Sempre fui muito tímido, recatado, introvertido, entretanto, desde a minha adolescência na Igreja Batista Nova Filadélfia em Vila Kennedy, onde congreguei por 17 anos, fui estimulado, acredito que pelo próprio Deus, a vencer isso por causa da necessidade do Reino.
Em 1996, quando estava muito inteirado com os trabalhos dos adolescentes e da congregação, me senti impulsionado a ajudar meus líderes, incentivando os rapazes adolescentes a participarem das nossas reuniões. Lembro-me até hoje que eu insistia com os rapazes a apoiarem nossos líderes. E dava certo. Não fiquei eu como o único homem do grupo de adolescentes. Ah! Lembrei! Algo que me forçou a isso foi ouvir do Wagner Anselmo que eu seria como ele, o único adolescente homem a participar. Mas graças a Deus consegui tirar da cabeça dos garotos a única coisa que eles pensavam na época: vídeo-game e fliperama! Alguém se lembra o que é Fliperama?? Huahuahua
Bom, foi assim que alcancei meu primeiro amigo ali. Além dos trabalhos dos adolescentes que aconteciam dois dias na semana, íamos, só os meninos, todas às quartas-feiras buscar o poder de Deus nos cultos no Teatro “Faria Lima” cujo nome hoje é “Mario Lago”, com a direção da Angélica, da Igreja Assembléia de Deus Central de Vila Kennedy (conhecida como a igreja da vacaria, por causa de sua localização). Enfim, eram muito bom os cultos lá! Sempre tive uma forte queda pela “Bléia”, sendo que nunca fui membro de uma.
Passou-se o tempo... Em 1998, recebi uma profecia no culto no lar da Maria Helena através do Anderson, esposo da Roberta, de que Deus tinha algo através de mim para “aquelas vidas”. Foi mais ou menos assim. Na hora eu entendi que eu e os adolescentes iríamos montar um grupo musical, mas não foi nada disso! Rsrs Deus já estava me preparando para liderar aquelas pessoas que, na verdade, eu já estava liderando muito antes de ter o cargo...
Nessa época, o Márcio, amigo meu de infância, e sua namora, Ingridy Araújo, aceitaram a Jesus e eu passei a sustentá-los em oração, aconselhamento e preparo espiritual e ministerial. Vi os dois crescerem e os tratei como se fossem meus próprios filhos na fé. E de fato foram. Os primeiros. Mas essa também é uma longa história para ser contada... Mas não fui “pastor” só deles dois, mas também da Renata Querzé, minha grande amiga que sinto muita falta, pois nos deixou por circunstâncias alheias a sua vontade e reside distante agora...
Em 1999 recebi o convite e aceitei para ajudar o trabalho da Mocidade de culto nos lares, onde me uni mais ainda aos jovens e demais irmãos da igreja e tive que jogar de vez a minha timidez fora para fazer a obra de Deus. Agradeço, por isso, ao casal Paulo Muniz e Vera que me indicaram e ao Ari Luiz, que na época concordou, me chamou e eu, depois de algum tempo, aceitei... Foi uma época ótima. Minha primeira pregação (acho que nem 05 minutos durou! Kkk), aprendi a dirigir, a pedir, a ensinar...
Foi em 1999 que as visões e revelações de Deus explodiram em relação à minha pessoa. Em primeiro lugar, foi a da diaconisa Vilma, que Deus falava que iria levantar os pequeninos, e nós dois estávamos inclusos nisso. Outra visão foi da Ilda, vizinha da Vilma que num culto me viu com um cajado na mão. Em terceiro lugar, no monte, o irmão José Ricardo me viu no púlpito recebendo uma liderança. Bom, é fato que as três pessoas têm relação uma com as outras, mas não tinha como ser combinação. Foi revelação mesmo! No final deste ano ocorreu uma eleição na mocidade após o culto no lar do Fábio e, quando fiquei sabendo que meu nome tinha sido muito indicado para ser um dos novos líderes da Mocidade (nesta hora eu estava junto com a Paula Batista conversando na rua), eu fui para casa desesperado, pedindo a Deus direção sobre o que fazer. Entrei no banheiro, meu Santo dos Santos da época, e orei muito ao Pai. Foi quando eu lembrei sobre a forma que Deus confirmou o ministério do pastor Sodré e pedi a Deus que Ele me confirmasse assim também ou através de um sonho. Eu não estava satisfeito com as visões e revelações recebidas anteriormente. Queria mais! E Deus me respondeu! Assim como o pastor Sodré, por mais que o meu ex-líder não gostasse, fechei os olhos, abri a Bíblia, apontei o dedo e li:
“Assim diz o Senhor meu Deus: Apascenta as minhas ovelhas...” Zacarias 11:4
Agora não era mais apenas incentivar meus colegas adolescentes, nem mais cuidar dos meus três amigos, mas sim, cuidar de dezenas de pessoas, a maioria mais velha que eu, alguns com filhos, com mais experiências ministeriais etc. Não foi mole!
No dia da eleição, por ouvir o louco conselho de algumas jovens, acabei entristecendo o rapaz que foi eleito comigo como meu segundo líder. Mas me reconciliei com o mesmo depois, graças a Deus (essa é outra longa história...). No outro dia foi a confraternização de encerramento dos cultos nos lares na casa da Paula Batista. Foi uma noite linda! Especial! Lembro do bolo em forma de Bíblia da Aline (a intenção não era fazer um bolo em forma de Bíblia, mas por problemas técnicos do forno, acabou saindo assim, glórias a Deus!), da competição entre homens e mulheres que preparei, lembro da gente passando o dia todo pegando as cadeiras verdes (pesadíssimas, por sinal) da Casa de Oração para subir os três andares da Paula onde foi o evento e depois levar tudo de volta, do Ari Luiz cedendo a vaga dele para a Maria Helena etc.
Ah! Foi na noite após o dia da eleição que a Maria Helena teve um sonho que me marcou até hoje. Eu, ela e o Alessandro entrávamos num local como um centro de macumba e alguém nos oferecia algo para comer. No sonho, a Helena orava repreendendo e aparecia algo vindo do alto como um óleo que lavávamos as mãos ali e comíamos o alimento oferecido. Após isso, o Alessandro ia embora e nós dois ficávamos arrumando o local que estava muito bagunçado, com muitos papéis revirados. No sonho, enquanto eu e a Helena estávamos catando esses papéis no lugar que parecia ter acontecido um vendaval muito forte que espalhou tudo, ela percebia em cima de nós estava uma proteção, uma cobertura, porque a chuva caía e não nos atingia. Esse sonho foi realmente uma revelação! O Alessandro deixou a liderança, por culpa da minha atitude no dia da eleição, que gerou outros desconfortos e nós dois passamos uma luta muito grande em nossa liderança, “arrumando a casa”.
A primeira reunião entre nós três foi tranquila, embora depois eu entendi que um dos vice líderes não havia gostado das minhas propostas para eles dois. A primeira reunião com a liderança da igreja, então, foi vergonhosa demais para mim, pois fui acusado de coisas incabíveis e, por fim, a primeira reunião com a Mocidade foi numerosa e apresentamos todas as propostas! E, glórias a Deus, quase tudo que apresentamos saiu do papel! Só não saiu o que o pastor não deixou!
A partir daí foram 07 anos de muita guerra espiritual, intercessão, amor, suor, dedicação, aprendizado, falhas, erros, infantilidades minhas e de meus liderados, crescimento espiritual meu e de meus “filhos”! Mas essa história eu conto depois...

13 agosto 2010

Famintos Não Apenas de Pão


Na primeira vez que fui evangelizar na Central do RJ com o pessoal da Vila Metral, no mês de maio de 2010, não tive muitas experiências específicas para contar, até porque foi um pouco rápido e não paramos muito para dialogar com os moradores de rua. Só entregávamos a quentinha e orávamos, quando eles deixavam.
Duas coisas me chamaram atenção: Todas as vezes que eu orava por um desabrigado, o mesmo chorava. Pude ver a carência deles. A outra coisa que me chamou atenção foi ver uma mulher que dormia embaixo de uma marquise com celular, e com créditos, ligando para outro morador. Neste ponto, ela estava melhor que eu... Sabe lá Deus onde ela conseguiu aquele aparelho e os créditos para ficar conversando com outros moradores e chamando para também vir pegar alimento.
Neste mesmo dia, fomos evangelizar numa praça/largo perto da Lapa. Isso me impactou, porque sempre trabalhei em lugares ali próximo, mas nunca tinha vista tantos jovens bonitos, aparentemente com saúde e bem vestidos se destruindo nas drogas, na bebida, na libertinagem etc. Meu coração doeu, ao mesmo tempo por estar no meio daquilo tudo e também por saber que muitos de meus amigos, conhecidos ou até mesmo parentes podem estar vivendo daquela maneia, nas garras do diabo e nós, Igreja, fazemos tão pouco para resgatar esses jovens.
Deu-me uma vontade imensa de arrancar todos dali, de abrir os olhos deles (pois era uma opressão terrível que senti naquele lugar), mas a maioria rejeitava os folhetos, zombava ou estavam tão drogados ou bêbados, que nem entendiam o que falávamos. Foi difícil.
Quem tive um pouco de liberdade para falar para dois casais que estavam juntos, aparentemente drogados, num canto desse largo que ficamos. Um dos casais, um chileno e uma oriental, não queriam muito ouvir. O chileno mencionou um cantor famoso que afirmou não existir Deus. Falei sobre o amor de Deus e a existência de Deus, ainda que o homem não acredite... O outro casal, brasileiros, queriam ouvir mais, mas o chileno não deixava muito.

Já na segunda vez que fui, agora em julho, estava mais a vontade com os irmãos e até mesmo com os moradores de rua. Podemos dar mais atenção à eles, dialogar e pregar melhor a Palavra.
O primeiro que conversei foi um senhor que veio de São Paulo conseguir emprego, mas não teve êxito aqui.
O segundo foi um ex-dirigente de congregação (“pastor”) que, segundo ele mesmo disse, deu brechas, errou e foi parar ali nas ruas. Este informou que teria como estar na casa de um irmão, mas parece que por problemas de relacionamento prefere estar na rua. Este disse que carrega uma bíblica com ele, tenta servir a Deus mesmo na rua, teme a Deus, mas sua cabeça era bombardeada o dia todo pelos outros mendigos com conversas sobre roubos, furtos, drogas etc. Os irmãos aconselharam ele a procurar um determinado local no Centro que ajuda esse tipo de pessoa.
Outro senhor que abordamos também morava com o irmão, porém também teve problemas no relacionamento. Preferia estar na rua do que voltar e pedir perdão ao irmão.
Numa praça, numa marquise, encontramos com umas 7 crianças, mais ou menos, que veio ao nosso encontro. Após entregarmos as quentinhas, os folhetos e orarmos, as crianças falaram que tem casa, que moram em Belford Roxo, porém só estavam ali para “venderem bala”. Não podemos acreditar em tudo que um morador de rua diz, pois na situação em que estão, podem inventar histórias, mentir sobre seus nomes e outras coisas mais, porque podem estar ali como fugitivos da polícia ou até mesmo de traficantes. Eu só vi uma delas com uma caixinha com algumas cartelas de chicletes dentro. À essa eu perguntei se ela ia à escola. Ela disse que sim e leu para mim a capa do folheto toda. Perguntei, e a mesma me disse que vai À EBD aos domingos numa igreja perto da sua casa. Pedi que ela me contasse alguma coisa que ela tinha aprendido. Ela me contou a história de Moisés com detalhes. Fiquei admirado por ver uma menina tão pequenininha relatando, com detalhes, o nascimento e primeiros fatos da vida de Moisés, relatado. Aproveitei para pregar um pouco para ela, dentro daquilo que ela tinha me falado.
Nesta mesma praça, abordamos alguns jovens que aparentemente estavam se drogando, pregamos e oramos por eles. Um deles estava tão drogado e possesso ao mesmo tempo que caiu na hora da oração. Sem entender como isso aconteceu, no momento que ele caiu, ele esbarrou no meu relógio e o mesmo se espatifou no chão. Foi estranho mesmo. Após a oração eu catei os pedaços e montei novamente. Alguns nessa praça receberam as quentinhas, mas recusaram oração.
A última pessoa que abordei foi o caso mais intenso. Acordei um senhor, oferecendo a quentinha. O mesmo se levantou com muita dificuldade, parecendo que estava com uma grave enfermidade no estômago ou pulmão, e se sentou. Me abaixei e começamos a conversar. Ele me contou que tinha sido uma pessoa de grande importância no exército brasileiro e na política. Foi presidente de um sindicato na parte rural e que tinha beneficiado muita gente. Alegou que tinha um grande conhecimento e que seu estado ali era passageiro e, futuramente, conseguiria dar a volta por cima. Daí começou a tentar me diminuir:
Questionou minha idade e alegou já estar com uma grande experiência nessa época. Questionou minha escolaridade e se espantou quando disse que era um pós-graduando, alegando que “geralmente, as pessoas que têm algum tipo de religião a rejeita quando entra na universidade.” Essa foi a deixa para eu começar a falar e não para mais. Falei sobre a soberania de Deus diante de todas as autoridades políticas e científicas e sobre a superioridade da Palavra de Deus diante de todos os livros que já li ou que existem no mundo. Falei para ele do amor de Deus e uma frase não saia mais da minha boca: “Deus te espera na eternidade!” Senti-me movido pelo Espírito à falar cada Palavra, senti amor por ele e alegria por servir à este maravilhoso Deus. Esse senhor ficou admirado e com certeza algo tocou seu coração.

A Bíblia diz:

“Bem-aventurado é aquele que considera o pobre; o Senhor o livrará no dia do mal.” Salmos 41:1

“O que oprime ao pobre insulta ao seu Criador; mas honra-o aquele que se compadece do necessitado.” Provérbios 14:31

Ora, a que é verdadeiramente viúva e desamparada espera em Deus, e persevera de noite e de dia em súplicas e orações; mas a que vive em prazeres, embora viva, está morta.” I Timóteo 5:5,6

“Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desamparados? que vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? ... e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares o aflito; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio dia. O Senhor te guiará continuamente, e te fartará até em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca falham.”
Isaías 58:7-11

01 maio 2010

15 ANOS DE BATISMO NAS ÁGUAS


Ontem, dia 30 de abril de 2010, fez 15 anos que me desci às águas do batismo, no primeiro batismo celebrado para os, na época, recém consagrados pastores Ailton e Joel. Lembro-me como se fosse ontem mesmo.
O pastor presidente, Oscar Sodré, passando na sala dos adolescentes, no momento da Escola Dominical, questionando quem queria se batizar. Eu não levantei a mão por vergonha, mas cheguei em casa dando a notícia para minha mãe que tinha tomado a decisão e iria me batizar no próximo batismo.
Lembro quando, na outra quarta-feira, após o pastor Sodré ter perguntado, eu entrando na sala onde seria a reunião com os candidatos ao batismo e ele surpreso pelo meu desejo.
No dia do batismo, lembro-me entrando no ônibus, o hino cantado, o irmão que descordou da letra do hino (rsrs), do povo chorando antes de se batizar, da minha crença que depois de me batizar nunca mais iria pecar (coitadinho de mim...), do roupão que faltou para mim, lembro-me que eu era o menorzinho entre os homens, por isso fui o primeiro deles a ser batizado, do roupão que não tinha para mim e, se não me engano, tive que usar um molhado, de outra pessoa, lembro-me da camisa que estava por baixo, lembro-me do pastor Joel perguntando meu nome e de um dos momentos mais importantes da minha vida:
Minha promessa de servir ao Senhor todos os dias da minha vida, minha imersão e a partir daí os céus e terra já sabiam minha decisão: “Sou de Jesus, e ninguém ou nada me tira dEle!”

Por ter sido batizado na Igreja Batista Nova Filadélfia, me tornei membro dela, tomei minha primeira ceia, adquiri seus costumes, parei de freqüentar as Igrejas Universal, que fui criado, e Deus é Amor, que fazia campanhas. Uma das coisas que mais me motivaram a estar nesta igreja era o aprendizado que tinha da Palavra. Os estudos, cursos bíblicos, Escola Dominical etc. Mas não só isso me encantava. As histórias sobre os jovens, as promessas, a unção dos pastores e dos dirigentes de trabalho etc.
Aos poucos, no grupo de adolescentes fui perdendo a timidez, fui me aperfeiçoando, fui me entrosando, participando cada vez mais dos eventos, evangelismos, ministério de louvor, grupos de peça, consagração, campanhas de terça-feira, retiros, congressos e fui, pela graça superabundante de Deus, me destacando. Fui batizado com o Espírito Santo, recebi o dom de línguas depois, tive revelações incríveis de Deus...
Com o desejo de ver meu pastor feliz, minha igreja restaurada após “grandes perdas” ministeriais e fazer a obra de Deus, propus em meu coração ajudar. Passei a amar aquele lugar mais que minha própria vida, minha família, meu futuro profissional, escolar, sentimental, fraternal... Em tudo que fazia, sei que não por condições próprias, pois de mim mesmo nada poderia fazer, tudo prosperou.
Primeiro foi a participação na liderança dos Cultos Jovem nos Lares, 07 anos na liderança da Mocidade, 08 anos como professor da EBD, 06 anos a frente da campanha para arrecadação de fundos para a aquisição da casa ao lado e da construção do edifício, 01 ano a frente do ministério de louvor, 02 anos como superintendente da EBD, vários anos como integrante e ministro do ministério de louvor, líder e participante de grupos de peças, vários painéis confeccionados, participação no ministério de oração, direção de cultos específicos, estudos, pregações, elaboração de jograis e peças (cada peça inesquecível...), vigílias etc. Bom, é mais fácil dizer o que não fiz: acho que nada... rs
Vidas salvas, vidas restauradas, curas, libertação de demônios, revelações cumpridas, meu desenvolvimento espiritual, ministerial e pessoal, ... Só posso dizer: “Obrigado, Senhor! Até aqui o Senhor me ajudou e por isso estou alegre! Hoje não é dia de chorar de tristeza, mas relembrar que Deus sempre esteve ao meu lado e me ajudou EM TUDO!!!”

Ao meu pastor, obrigado pelo curso de hebraico, por ter pago um CONJUBAN para mim (depois desse nunca mais deixei de ir e tem sido muito importante), pelo seminário teológico básico, pela confiança depositada em mim SEMPRE, seja na questão do dinheiro (pois fiquei responsável por altos valores que arrecadávamos nas campanhas), seja na questão de me colocar a frente de trabalhos grandes ali, pela minha consagração ao ministério, como Evangelista. Pelas palavras que me disse em seu gabinete que nunca mais esquecerei e que Deus possa me ajudar a honrá-lo neste sentido, e pelas palavras dirigidas a mim na frente de toda a igreja lotada, por duas vezes. Por tudo isso, e muito mais, te amo MEU PASTOR!

Aos meus irmãos, minha gratidão: secretárias, diáconos, pastores, Evangelistas, meus professores, meus líderes, meus parceiros de trabalho, cada um dos meus liderados, meus melhores amigos, manas, meus ajudadores, meus incentivadores, os dirigentes de consagração, meus alunos, ... Poxa, se eu fosse parar para contar todos os que fizeram parte da minha vida e história na Filadélfia, perderia a conta...

Perseguições? Dores? Traições? Enfermidades? Separações? Perdas? Humilhações? Necessidades? Tristeza? Vergonha? Opressão? Meus próprios pecados? Meus erros devido a inexperiência? Sonhos desfeitos? Projetos não aceitos? Rejeição? Abandono? Solidão? Ingratidão?
Nada disso foi em vão. Contribuíram para meu crescer. Contribuíram para eu não me ensoberbecer... Hoje prefiro a presença de Deus do que qualquer outra coisa. Cargos ou reconhecimento humano. Como ouvi esses dias, não quero “vender minha alma ao diabo” para comprar posição em igreja...