Mostrando postagens com marcador Resenhas de Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenhas de Livros. Mostrar todas as postagens

30 janeiro 2016

RESENHA DO FILME QUARTO DE GUERRA


Estava em São Paulo em dezembro de 2015 quando entrou em cartaz no Brasil o filme Quarto de Guerra, e confesso que nunca tive uma experiência tão marcante ao ver algo do gênero. Emocionei-me em várias cenas e a sala do cinema tornou-se uma igreja, com muitas manifestações de exaltação ao Senhor e, como era a proposta do filme, local de oração!

O ministério de comunicação Igreja Batista de Sherwood em Albany, Georgia (EUA), liderado pelo pastor Alex Kendrick e seu irmão Stephen Kendrick, produziu filmes de sucessos como Desafiando Gigantes (2006), À Prova de Fogo (2008) e Corajosos (2011) com o apoio da produtora Sherwood Pictures. Quarto de Guerra, porém, é a primeira produção independente dos irmãos Kendrick e o primeiro a ser gravado fora dos limites da pequena cidade de Albany.

Repercussão
O recente drama cristão filmado em Charlotte, na Carolina do Norte, arrecadou mais de 11 milhões de dólares somente em seu primeiro final de semana de lançamento nos cinemas norte-americanos e, tanto nos EUA quanto no Brasil, alcançou segundo lugar no ranking de bilheterias, ficando atrás apenas de Jogos Vorazes: A Esperança Parte 2.
Mesmo depois de um mês de exibição no país, o longa continua entre os filmes com o melhor desempenho no ranking de bilheteria. A aceitação do público brasileiro ao filme foi tão positiva que levou a distribuidora a aumentar o número de salas para 85. Mesmo assim, é lamentável que nem todas as redes de cinemas abriram suas salas para o filme.
Centenas de milhares de brasileiros já se emocionaram, criando uma onda de postagens com a hashtag #QuartoDeGuerra nas mídias sociais para incentivar seus amigos e familiares a assistirem ao filme. A página do filme no Facebook está com cerca de 234 mil curtidas. Comigo também não foi diferente. Também deixei minha indicação ao filme através da minha página, www.facebook.com/blogAmeABiblia/ .

Versão em Livro
Após o sucesso de bilheteria do filme, e o sucesso da venda de DVDs, o drama recebeu uma adaptação literária pela editora Thomas Nelson. O autor da obra é Chris Fabry, graduado em Jornalismo pela Universidade Marshall e apresentador do programa de rádio diário Chris Fabry Live. Escritor de prestígio nos Estados Unidos, ele publicou mais de 70 livros de incluindo romances e obras inspiradas em fatos reais, alguns premiados com o Christy Awards e o Christian Book Awards. Em mais de 300 páginas, a obra mostra como a oração é poderosa para mobilizar as pessoas e salvar relacionamentos.

Sinopse e Crítica
A obra traz a história de Tony Jordan (T.C. Stallings), um vendedor de sucesso, e Elizabeth (Priscilla Evans Shirer), uma corretora de imóveis. Ambos vivem um casamento conflituoso e, por causa disso, a pequena Danielle Jordan (Alena Pitts), de 10 anos sofre pelas constantes brigas e a falta de atenção dos pais.
O nome original do filme, “War Room”, nos remete à Sala de Guerra, ou seja, um local onde, no militarismo, são planejadas as estratégias de defesa e ataque durante a guerra. A senhora Clara (Karen Abercrombie), viúva de um estrategista de guerra, ao colocar sua casa à venda, explica à Elizabeth que a primeira atitude numa guerra é conhecer o inimigo. Com isso, a corretora segue o exemplo de sua nova irmã em Cristo e acaba influenciando sua filha e seu esposo a batalharem em oração.
No momento do filme em que Tony acorda de um pesadelo, o relógio marca 7:14h, fazendo alusão ao versículo bíblico tema do filme: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” II Crônicas 7:14

Em um tempo de crises no país, tanto moral como econômica, política e social, onde o casamento é banalizado e o divórcio aumenta, este longa traz uma mensagem de esperança, abordando o valor da perseverança na oração e os valores da família, seja na criação dos filhos, nos relacionamentos de uma forma geral e no tratamento com o cônjuge.
No dia em que estava no cinema, enquanto a trama do filme desenrolava, houve um grupo de jovens que demonstraram ter errado na escolha. Eles não sabiam que se tratava de um filme cristão. Pois bem, ficaram até o final e, com certeza, se nunca entraram numa igreja, ali eles tiveram a oportunidade de ouvir várias pregações no decorrer dos 120 minutos de duração do filme. Foi lindo! Talvez, o que tenha contribuído para que eles ficassem até o final, é que Quarto de Guerra, embora bastante extenso, tem um tom de humor, uma trama que nos envolve e as pregações não se detém a um preletor dentro de uma igreja. As lições bíblicas são desenvolvidas através de diálogos, seja na academia, na praça, no sofá etc. Até porque, ser filho de Deus não é apenas frequentar cultos num prédio específico, mas se relacionar com Ele em todo o tempo.
Outro ponto que percebi no filme é que ele não é triunfalista, pelo menos não tanto quanto a maioria dos filmes evangélicos de sucesso. Ofereço aqui alguns exemplos onde percebi isso: O grupo da Danielle não ganha a competição escolar em primeiro lugar; O Tony não volta ao emprego após se arrepender e passa a ganhar bem menos que antes, quando vivia no erro; Tony, mesmo em cima da hora para um compromisso, faz o bem ao seu ex-patrão, mas não é aparentemente recompensado por isso; Também, a própria senhora Clara conta que perdeu o marido mesmo depois que passou a orar. Ou seja, o filme deixa-nos a lição que a oração não é como uma forma de exigirmos para Deus o que queremos, mas sim, buscar com que a vontade de Deus se cumpra em nós, acima de nossa própria vontade.

Enfim, a plateia saiu da sala do cinema em que estava, uns bradando louvores a Deus, outros chorando e, quem sabe, muitos motivados a viver uma vida de oração e comunhão com Deus. Que o clamor de Clara se torne uma realidade e o Brasil aprenda, diante de tantas crises, a buscar ao Senhor!

12 janeiro 2011

Anotações do livro "Alerta Final"

Bom, quando li este livro, o nome dele era "Alerta Final". Hoje está com nova capa e, provavelmente, está revisado/atualizado, porém achei uns rascunhos que fiz sobre a introdução dele na minha papelada. O livro trata dos primeiros capítulos do livro do Apocalipse. São estudos bem interessantes. Vai desde o aparecimento de Jesus a João na ilha de Patmos até as cartas às sete igrejas da Ásia. Aí vai os tópicos apenas da introdução:

As mensagens encontradas nos capítulos dois e três de Apocalipse, são provenientes do próprio Cristo glorificado. São suas últimas palavras à Igreja antes que a Bíblia fosse concluída.
* O Apocalipse exalta a Cristo. Revela quem Ele é, sua autoridade e poder soberano (Apocalipse 1:1,2).
* O Apocalipse revela acontecimentos que tiveram lugar no passado, no presente e no futuro.
* Muitos ignoram e negligenciam as palavras do Apocalipse, declarando-o de difícil compreensão, mas Deus promete uma bênção especial aos que lêem, ouvem e guardam as profecias contidas nesse livro (Apocalipse 1:3).
* Deus é a fonte de graça e paz. Jesus Cristo, como "a fiel testemunha", pregou a graça e a paz. Como "o primogênito dentre os mortos", padeceu e ressuscitou para prover essas bênçãos. Como "o príncipe dos reis da terra", está assentado à destra de Deus para distribuí-las de acordo com a Sua vontade e um dia reinará aqui mesmo, na terra (Apocalipse 1:4,5a).
* O amor de Cristo por nós foi derramado na cruz para nos justificar em seu precioso sangue. Hoje, como sacerdotes, temos privilegiado acesso à presença de Deus. É através de nós que Ele trabalha neste mundo. Consequentemente, somente a Cristo pertencem a "glória e o poder para todo o sempre" (Apocalipse 1:5b,6).
* Na segunda vinda de Jesus à Terra, todos o verão. Sua glória não será ocultada. Não haverá dúvida quanto a sua identidade. Em Sua primeira vinda, a glória de Cristo foi encoberta pelo Seu estado humano. Mas em Sua segunda vinda, todos o verão vindo sobre as nuvens com poder e grande glória (Apocalipse 1:7).
* Alfa e ômega são a primeira e a última letras do alfabeto grego. Todas as letras estão entre ambas. O alfa e o ômega abrangem a todas. Não há letra antes de alfa e nenhuma depois de ômega. Jesus é o princípio e o fim. Abrange toda a criação. Nada antes dEle, nada depois dEle. DEle, por Ele, e para Ele são todas as coisas.

28 dezembro 2010

Livro – As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança

Li este livro no meu primeiro ano como líder. Embora na época, fiquei frustrado por comprar achando que era um livro teológico, o assunto dele deve ter me ajudado bastante. Eu achava que não tinha ficado com nada dele, pois o doei para o bazar da igreja, mas hoje achei no meio da minha papelada um resumo que tinha feito e nem lembrava. Das 21 leis, 08 ficaram e aí vai. Tomara que te ajude em algo:

Livro – As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança - John C. Maxwell

“Quanto maior a influência que quer exercer, maior precisa ser sua capacidade de liderar.”

“Você alcançou excelência como líder quando as pessoas o seguem aonde você for, mesmo que por mera curiosidade.”


1 - Lei do Processo

Liderança se cultiva dia-a-dia, não num só dia.

Quando você reconhece sua falta de habilidade e começa a se esforçar diariamente para aperfeiçoar sua capacidade de liderança, coisas empolgantes passam a acontecer.

Leia livros, ouça “fitas” regularmente, continue participando de cursos e sempre que encontrar uma verdade valiosa ou uma citação importante, guarde-a para o futuro.

Mesmo que a pessoa tenha talento inato, precisa se preparar e treinar para alcançar sucesso.


2 - Lei da Provisão (do Planejamento)

O líder é aquele que vê mais do que os outros, que vê mais longe do que os outros, que vê antes dos outros.

É difícil equilibrar otimismo e realismo, intuição e planejamento, fé e fatos. Mas o navegador precisa fazê-lo para ser um líder eficaz. Se o líder não consegue navegar e conduzir as pessoas em águas bravias, corre o risco de afundar a embarcação.

* Determine com antecedência um plano de ação. Defina as metas;

* Estabeleça as prioridades;

* Informe as pessoas chaves (que irão lhe ajudar a realizá-lo);

* Dê tempo para a aceitação e parta para a ação;

* Saiba que haverá problemas;

* Sempre aponte os êxitos;

* Revise diariamente os planos.


3 - Lei da Aceitação

Com o passar do tempo, sete aspectos fundamentais se revelam na vida dos líderes. Aspectos esses que os destacam como líderes:

- Caráter – Quem são eles (sua intimidade);

- Relações – Com quem eles travam relações (suas companhias);

- Conhecimento – O que eles sabem sobre a situação de seus liderados;

- Intuição

- Experiência – Por onde eles passaram;

- Êxitos passados – O que eles fizeram (isso gera confiança no grupo);

- Capacidade – O que eles podem fazer.

Os líderes e liderados precisam de um objetivo como estímulo.

O líder não pode estimular as pessoas à ação a menos que primeiro as estimule com a emoção. O coração em primeiro lugar, depois a cabeça.

As pessoas aceitam o líder, depois os seus planos.


4 - Lei da Ligação

Para estabelecer ligações com um grupo, relacione-se com cada pessoa individualmente.


5 - Lei da Delegação do Poder

O melhor líder é aquele que tem percepção suficiente para escolher homens competentes que façam o que ele quer que se faça e autodomínio suficiente para não se intrometer no trabalho deles.

A equipe não conquista o campeonato se os seus jogadores têm interesses diferentes.


6 - Lei da Prioridade

O líder precisa saber que atividade não representa necessariamente realização. Procure sempre reavaliar as suas prioridades.

Quando você se torna líder, perde o direito de pensar por si mesmo.


7 - Lei da Oportunidade

Saber o momento certo é tão importante quanto saber o que fazer e aonde ir.


8 - Lei do Legado

O legado surge somente quando o líder organiza o seu grupo para que alcance grandes coisas sem ele.

Bom, é claro que tudo isso sem a inspiração, consolação e força do Espírito Santo, o líder não é nada. Nada mesmo!

16 abril 2010

Resenha do Livro "Temor a Deus: a base de uma vida vitoriosa"

Silas Malafaia. Editora Central Gospel. Rio de Janeiro. 64 páginas. 2º edição. 2009

Este livro está muito ligado aos dois anteriores que li: "O Bem Desta Terra Na Vida Profissional" e "O Homem Espiritual - Volume II".
Tem a ver com o primeiro, pois também fala sobre a questão da prosperidade material, só que o foco do livro é o temor ao Senhor, acima de qualquer outra coisa. Silas Malafaia menciona vários salmos e provérbios em que mostra as promessas do Senhor para aquele que é temente a Deus, obediente, amante e cumpridor da Palavra, justo, bondoso e tem firmeza em Deus, mesmo que as circunstâncias sejam as mais adversas.

O autor lembra o leitor para ter cuidado com as emoções, os sentimentos, as lógicas humanas, a vontade humana, as opniões alheias e a falta de fé. Tudo isso me faz lembrar bastante o segundo livro mencionado acima. A única diferença de pensamento entre os dois é que Silas Malafaia é contra a intuição, pois não vê isso como um sentido espiritual, mas sim, como um reflexo da mente sobre as coisas que já vivemos, vimos ou ouvimos algum dia, o que pode nos fazer tomar decisões erradas, muitas vezes.
Quanto às adversidades, o livro menciona que pode ser devido uma provação divina tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, ou a consequência de algum pecado cometido. Aqui está o de mais completo no livro, pois isso é uma verdade plenamente bíblica, seja na Antiga ou na Nova Aliança.

O livro trata sobre o castigo que vem para aqueles que maltratam o justo, sobre a provisão que Deus envia para o justo, seja na área material ou espiritual (nos concedendo a vida eterna nos céus) e termina com um apelo para todos aqueles que andam longe da Palavra e do Senhor Jesus.

O que me chamou atenção no momento em que li este livro foi a parte da conhecida parábola do credor incompassivo. O Senhor falou ao meu coração mais uma vez sobre o fato de perdoarmos nossos irmãos tendo em vista que Ele mesmo nos perdoou de pecados bem maiores que cometemos contra Ele todos os dias. Não podemos nos esquecer deste tão grande amor!

Temamos ao Senhor e sejamos felizes, mesmo em meio aos problemas...

Resenha do Livro "Aliança de Compromisso para Casamento"

Profeta Santos. CPS Criação e Impressão. 2009.

O livro é voltado para umas das fases mais difíceis do ser humano. A escolha do futuro cônjuge e o relacionamento antes do casamento. Como eu, o autor também acredita que Deus não utiliza de profecias para dizer quem vai se casar com quem. Isso tem prejudicado muitas pessoas na igreja e têm frustrado muitas pessoas que seguiram a orientação dos “profetas” e acabaram percebendo que o seu casamento não foi a melhor escolha. É claro que Deus é Soberano sobre tudo, inclusive sobre nossas escolhas nesta área, mas precisamos estar ligados para não sermos confundidos.

Daí, em diante, o autor começa a falar sobre tarefas cada vez mais pesadas para a juventude de hoje que se encontra cada vez mais desfrutando de uma “liberdade espiritual”.

A primeira coisa é: se vamos nos casar, precisamos saber o nosso chamado na obra de Deus e precisamos saber o chamado da outra pessoa, pois os chamados têm que estar unidos, para não haver desavenças depois da união. Os dois têm que ser um.
Em segundo lugar, o autor explica o que é a “aliança de compromisso”, que algumas igrejas têm adotado e ensinado aos seus membros como sendo o modelo ideal para o casal que irá se unir em matrimônio. O interessado, maior de 18 anos quase sempre, tem que orar e, após aprovação de Deus, conversar sobre seus sentimentos com o líder do casal. Após isso, conversa-se com a pessoa que lhe interessa, caso haja concordância, há o pedido de permissão aos pais. Após concordância de todos, o casal começa a orar juntos e, com a certeza de que eles devem seguir aquele objetivo de se unirem, comunicam à igreja e permanecem todo o tempo, até o casamento, como amigos, se conhecendo, passeando e preparando tudo para o grande dia.
A grande e terceira questão é o beijo! A aliança de compromisso orienta o casal a não se beijarem, pois, na visão dessas pessoas, este ato é uma iniciação do sexo. É mais um tipo de sexo oral. O beijo é algo íntimo, ativa os órgãos sexuais para o ato (o autor compara o beijo a um tipo de coito interrompido), provoca algumas vezes até o orgasmo em algumas pessoas e pode colaborar para a queda do casal (Provérbios 6:27,28).
A quarta parte fala sobre a opressão da alma devido promessas mentirosas como juras de amor eternas que se desfazem com o tempo, devido sexo antes do casamento que aprisionou a pessoa ao(s) parceiro(s) que teve no mundo e devido ao “beijo”.

Além desses assuntos, o livro fala sobre o pecado de fornicação e suas conseqüências, o costume dos povos na época dos patriarcas bíblicos, traz modelos de orações para pessoas que estão na prática do erro e precisam de libertação e, por último, traz testemunhos de pessoas que cumpriram a aliança de compromisso e foram felizes ao cumpri-lo.
Sei que é muito difícil essa questão. Gostei do assunto abordado, mas, como muita coisa que a Bíblia não fala com clareza, ainda tem minhas dúvidas sobre essa questão do beijo.Valeu

Leandro, valeu pelo empréstimo. Como faço para te devolver o livro agora? rs

Resenha do Livro "O Bem Desta Terra Na Vida Profissional"

Marlon Costa. Editora Sabre. 2009. Rio de Janeiro

Vivemos num mundo capitalista, egocêntrico e, como nos tempos de Jesus, a maioria só o segue por causa de seu pão e de suas bênçãos. É difícil separar até onde vai o erro de pregadores, pastores e escritores que incutem na cabeça da população esse dá-dá interminável onde Deus tem que nos servir e nos fazer o mais feliz dos homens, financeiramente falando.
Digo que isso é difícil medir, pois qual o ser humano em sã consciência que não gostaria de ter saúde plena? Quem no planeta não gostaria de ter condições financeiras para poder fazer mais do que faz hoje? O dinheiro é importante para tudo na vida, inclusive na obra de Deus. Quanto mais temos, mais podemos fazer pelo Reino. Quem é o ser humano hoje que, por causa de tudo isso, não gostaria de ser promovido na empresa?

É assim que começo, agora, a resumir o livro, que trata justamente dos bens que o Senhor Deus pode conceder ao seu filho que buscarem:

É complicado dizer que o filho de Deus tem que comer o bem desta terra, tendo em vista que todos os versículos que são utilizados para dar base à esta crença são do Antigo Testamento e se refere ao povo de Israel. Ele é a nação santa deste mundo e para eles estão as bênçãos de Deus. Os versículos que o autor utiliza do Novo Testamento não fazem menção, literalmente falando, sobre bênçãos terrenas.
O próprio autor reconhece que Deus dá o sol à todos, justos e injustos, mostrando assim que Deus abençoe quem corre a trás. Por falar nisso, o livro dá orientação para o leitor se preparar para aquilo que quer alcançar na área profissional, tanto procurando conhecer seus próprios dons, quanto investindo nisso. Realmente Deus não dá nada de mão beijada...
Outra parte do livro fala sobre uma coisa muito importante que todo ser humano precisa ter, mas isso é em todas as áreas da vida: DILIGÊNCIA! Ou seja, dedicação ao que faz, pois, se faço de qualquer maneira, ou desisto antes de concluir o que estou fazendo, como posso ser bem sucedido? Além dos exemplos bíblicos, Marlon expõe o exemplo do pastor Martin Luther King Júnior, com sua incansável luta contra o preconceito racial.
O livro possui alguns critérios para o sucesso, como por exemplo: preparação através de treinamento, comprometimento irrestrito com o que faz, paixão pelo que faz, superação dos seus limites, objetivos bem definidos, trabalho em equipe, comemoração das conquistas e, como lida com as questões espirituais, a fé e a dependência de Deus para conseguir obter êxitos no que vier a fazer!

Obrigado, Helen, pelo presente de aniversário!

08 abril 2010

Resenha do Livro "O Homem Espiritual - volume II"

Watchman nee. Edições Parousia. 1986. Belo Horizonte, MG.

Na verdade, esta postagem é quase um fichamento do livro, pois ele aborda vários assuntos dentro da explicação do que seria o nosso espírito e qual sua função. Não li o primeiro volume ainda, mas posso dizer que este é um livro que foi bastante difícil para eu terminá-lo de ler pela quantidade de páginas, por se tratar de um assunto de difícil entendimento e por não ser tão claro e algumas vezes contraditório. Talvez não seja culpa do escritor, mas sim do assunto. Falar sobre a área espiritual é muito complicada. Mas segue as partes resumidas do livro:

O livro tenta explicar a definição e operação do espírito humano:
- algo além do pensamento, conhecimento e imaginação da mente;
- algo além do pensamento, sensação e prazer da emoção;
- algo suplementar ao desejo, decisão e ação da vontade.

* Alma e espírito se fundiram devido o pecado. O espírito caído está como que morto. Ao aceitar Jesus, o espírito se regenera, renasce. Deus começa a obra de dentro para fora, nos dando uma vida espiritual e a habitação do Espírito Santo, que produz em nós a santificação. Jesus tira tudo que herdamos de Adão e o Espírito Santo nos dá o que vem de Deus.
* O amor próprio reside na alma. É necessário passar a carne pela cruz. O velho homem tem que morrer.
* O alimento do espírito é fazer a obra de Deus (João 4:34). Os apóstolos faziam a obra guiados pelo Espírito, e não por suas mentes, emoções e vontades. Quando utilizamos nosso raciocínio, intelecto, idéia, sentimentos, votos e desejos, somos frustrados.
* Compreender a verdade é diferente de conversão.
* Quando Deus deseja realizar uma obra, o Espírito Santo flue tranquilamente, sem interrupção. Quando começamos a fazer mecanicamente e sem unção, o Espírito Santo não está mais naquele negócio.
* Se o que fazemos na obra de Deus nos impede de buscar à Deus, aquela obra não é de Deus.

O escritor do livro alega que toda oração deve ser feita pelo espírito, e não sob nossas próprias vontades. A inspiração de Deus deve nos levar a orar. Complicado isso...
Além disso, o escritor também afirma que só quem sofre batalha espiritual é quem já foi batizado com o Espírito Santo. Outra coisa complicada de se aceitar...
Uma parte do livro é voltada só para explicar as três funções do espírito: a intuição, a comunhão e a consciência.
Segundo Nee, a intuição nos dá discernimento de TUDO, pois por ela Deus fala conosco. Se não desenvolvermos a intuição, somos crentes carnais. É como se fosse mais um sentido do ser humano.

O autor pega pesado muitas vezes e chega ao ponto de afirmar que até afeições como amor entre duas pessoas tem que ser levadas à cruz, pois se isso não parte do espírito, não é agradável a Deus.

“Não interessa como ele se sente; o que interessa é obedecer a Deus. Este é um caminhar puro. Embora Deus lhe conceda paz, conforto e felicidade, ele não desfruta dessas coisas visando satisfazer seu desejo. Ele, de agora em diante, vê tudo com os olhos de Deus.”


Valeu, Maria Helena, pelo empréstimo do livro! Depois de anos, consegui ler! rsrs

05 abril 2010

Resenha do Livro "Alvos Perfeitos – Fuga para o Amor"

Celso Milan de Souza. 2º edição. Rio de Janeiro. 1994.

O livro é um romance sobre um empresário cujo nome é Daniel, que cria um slogan sobre pneus e tenta negociar este slogan, junto com todo o projeto de marketing desse slogan, para empresas que fabricam pneus. No decorrer da trama, ele é vítima de um roubo, onde uma das empresas que ele tinha apresentado o projeto, se apropria dele num suposto acordo que não tinha acontecido. Como Daniel procura durante todo o livro mostrar a todos que é uma pessoa muito justa e temente a Deus, resolve não se vingar e não processar esta empresa, prometendo um dia favorecer a verdadeira empresa que ele tinha feito um acordo. E realmente isso acontece depois, o tornando cada vez mais rico e com mais força para continuar com sua honestidade e temor.
Uma questão que também está emaranhada na trama é que o cristão, além de muito talentoso profissionalmente, era um conquistador de mulheres. Embora fosse casado, amava e conquistou o coração de uma companheira de trabalho, mas resistiu ao máximo para não adulterar. Chegou a dar um beijo nesta, o que o fez se arrepender amargamente, mas não abandonou sua esposa até o fim, mesmo amando outra.
O livro tem alguns discursos teológicos muito interessantes, demonstração de como é difícil permanecer íntegro mesmo quando seu “eu” não quer isso, mas há o incentivo para aqueles que desejam obedecer a Deus e segui-lo, mesmo em meio às maiores provações. Daniel arriscou o seu nome, os seus bens, suas amizades, sua própria felicidade e tudo mais, em nome de sua fidelidade a Deus.
Realmente, não sempre ser fiel a Deus aqui nesta terra nos fará felizes nela. Nossa recompensa está nos céus!!!

Retirei do livro as seguintes palavras do escritor, que resumem perfeitamente todo assunto do livro:

“... Se, pois, este livro tiver a competência necessária para aproximar uma só pessoa do Príncipe da paz, terá cumprido a sua finalidade. Se conseguir levar um só jovem a respeitar-se, conquistando o amor, terá atingido seu objetivo. Se modificar a trajetória de um só poderoso na Terra, transformando-o em cidadão do reino dos céus, terá valido a pena.
Acredito na inspiração deste livro, e nas suas palavras, que ficarão para a posteridade como um “Hino de Amor”.
Assim sendo, melhor do que “A César, o que é de César” é dizer: “A Deus, o que é de Deus”.


Obrigado, Aline Lopes, pelo empréstimo, que acabou virando um “presente”... rs
Desculpe-me!! rsrs

30 março 2010

Resenha do “O LIVRO NEGRO DO CRISTIANISMO – Dois Mil Anos de Crimes em Nome de Deus”


Editora Ediouro. Jacopo Fo. Sergio Tomat. Laura Malucelli. 2007. Rio de Janeiro.

Já li, ouvi e vi muita coisa sobre “Eclesiologia”, ou seja, o estudo sobre, dentre outras coisas, a história da igreja, mas nunca tinha lido tão forte quanto este. Realmente foi doloroso ler cada 266 das páginas deste.
O livro trata dos horrores que se passaram durante a história daquele que foi fundada por Jesus para ser a Luz deste mundo e o Sal desta terra. Devido o afastamento da Palavra, a luta por poder, a ganância por riquezas e o egoísmo dos líderes e membros das igrejas católicas e protestantes desde os primeiros séculos da igreja, milhões e milhões de pessoas foram mortas brutalmente, desumanamente e ainda colocavam a culpa em Deus, dizendo que assim era a vontade dEle.
Primeiro, foram as lutas para tomar possa do império romano e da liderança da igreja, depois a obrigação de todos se tornarem cristãos à força, depois as guerras por territórios, depois a luta para conquistar a Terra Santa (as Cruzadas), depois a luta para matar os “hereges” (entre as ações, a Santa Inquisição),
Segue alguns trechos que me chamaram atenção:

“O mero fato de ter uma Bíblia em casa já bastava para levantar as suspeitas de ser um inimigo da Igreja.” (pág. 17)
“O homem que tomar uma moça, com ou sem seu consentimento, sem antes ter estabelecido um acordo com seus progenitores... recaia a ameaça do seguinte castigo: a abertura de sua boca e de sua garganta, que emitam sugestões arrasadoras, será fechada com a ingestão de chumbo derretido.” (pág. 38 e 39)
“Por volta de 314, ... os agostinianos eram expoentes de classes populares com reivindicações políticas e sociais, como a libertação dos escravos, o perdão das dívidas e o fim dos usurários... Foram massacrados pelas tropas imperiais.” (pág. 40)
“... o jovem Maximiliano. Convocado em 295, declarou: “Não me é lícito prestar serviço militar, pois sou cristão”, e foi decapitado.” (pág. 43)
“As tentativas de impor à força a “doutrina verdadeira” a populações inteiras podiam ensejar rebeliões, vinganças, massacres e guerras”. (pág. 46)
“Outro episódio famoso foi a violenta repressão aos rebeldes samaritanos, quando foram mortas mais de cem mil pessoas.” (pág. 57).

Os seis fragmentos acima só são exemplos do início do livro, pois este também conta os massacres que ocorreram durante as Cruzadas entre os séculos XI a XIII, onde mendigos e nobres, cavaleiros e crianças, saíam de suas terras com o desejo de se tornarem mais ricos, de serem libertos da escravidão do próprio sistema cristão romano, ou de receberem perdão de todos os seus pecados, pois os papas prometiam indulgência plena a todos que fossem lutar pela conquista de Jerusalém e as “cidades sagradas”. Infelizmente, não só judeus e muçulmanos, como os próprios europeus, católicos em sua maioria, sofriam saques durante a peregrinação dos combatentes.
Além das cruzadas, na Santa Inquisição até o século XVIII milhares de pessoas eram mortas inocentes, por terem sido acusadas de hereges, bruxas etc. muitas vezes por cartas anônimas sem prova alguma da acusação. O mais impressionante era que os cristãos mais fervorosos, por lerem muito a bíblia e descobrir os erros da Igreja Romana, ou por terem em suas casas uma tradução da bíblia, ou pelo simples fato de terem o hábito de orar e jejuar, eram condenados como hereges. Ninguém podia se opor às autoridades da Igreja Católica. Ninguém, nem mesmo os imperadores!
O livro também cita as atrocidades que os europeus fizeram tanto nas Américas, quanto na África, no período da colonização, mais ou menos, 500 anos atrás. Os milhões de índios, maias, astecas, incas e outros povos foram humilhados, obrigados a se converterem ao catolicismo, usados como escravos, mortos sem motivo algum, suas mulheres estupradas, seus filhos jogados nas pedras etc.
Após muitas outras citações de fatos históricos que me surpreenderam devido a proporção com que se sucederam, é citado também os crimes atuais que a mídia tenta apresentar mas é abafado pela liderança do Vaticano. Apoio ao nazismo, pedofilia, relações entre padres e freiras, crimes envolvendo as lideranças e até, possivelmente o ex-papa João Paulo II ou algum de seus ligados.

Mesmo não sendo um livro evangélico, até porque conta também de líderes evangélicos que se envolveram nas guerras e mortes do catolicismo, esse livro serviu para me mostrar mais uma vez que a autoridade da igreja é Cristo, e se o homem pensar em tentar ser “o” líder da igreja, trará para ela sua visão, seu jeito, sua forma, e isso pode ser prejudicial. Não podemos seguir cegamente homens como nós, mas sim, ler mais a Palavra de Deus, aborrecer o pecado e não deixar a ganância nos dominar.
Ninguém será convertido pela força (Zacarias 4:6); Os líderes não podem ouvir acusações contra um liderado sem provas; Ninguém, nem mesmo a igreja, tem direito a matar alguém, a não ser o próprio Deus.

Finalizando, deixo a primeira parte do livro, que mesmo com tantas atrocidades, o autor da obra reconhece a igreja como uma instituição importante no mundo, quando esta cumpre o seu chamado e vive de acordo com sua essência:

“Acho que, em parte, devemos também ao cristianismo o fato de hoje o mundo parecer menos desumano, sádico e violento do que no passado. Por dois mil anos, milhões de crentes tentaram de todas as maneiras testemunhar a palavra de paz e amor que Jesus pregava. Viam-se crentes nas cabeceiras dos doentes, recolhendo órfãos pelas ruas, curando os feridos depois das batalhas e saques. Havia cristãos, como São Francisco, que davam casa e conforto aos que eram devorados pela lepra e comida a quem morria de fome. E muitos como ele atravessaram as linhas de frente das batalhas para promover a paz entre os exércitos. Existiam muitos fiéis que socorriam os sobreviventes das inundações, dos terremotos, das fomes. Havia ainda cristãos que tentavam impor um limite à brutalidade contra os escravos e servos da gleba oprimidos pelos possessores. Existiram cristãos que se expuseram abertamente a fim de obter a graça para um inocente condenado sem provas, apenas por fanatismo religioso.”


A Instituição Igreja é corruptível, mas a igreja invisível é o sal da terra e a luz do mundo!!!!
Valeu, Rodrigo, por ter me emprestado o livro!!
:)